quinta-feira, 27 de junho de 2013


DIA DE FESTA


Finalmente chegou o dia da festa!


Os preparativos já foram bem divertidos. Na sala de atividades, montamos três estações.


A primeira para as pinturas de rosto com duas voluntárias. Usamos pintura em pasta, especial para o rosto. Alguns se pintavam sozinhos e outros pediam ajuda das voluntárias. Essas tintas saem facilmente, primeiramente com papel e depois com água.








Na segunda estação, uma voluntária ajudava as crianças a colocarem o cocar que tinham feito com nomes indígenas.






Na terceira estação ficava mais uma voluntária colocando colares e pulseiras que eles mesmos confeccionaram com bambus, contas e lã.


 




  

Os que iam terminando iam para o corredor desenhar numa faixa colada na parede sob a orientação de mais uma voluntária.







Normalmente, trabalhamos com 3 voluntarias em cada turno (manhã e tarde), mas desta vez pedimos socorro para mais algumas e no período da manhã, quando temos mais crianças, estávamos com cinco.

Antes de descer para a quadra, entregamos os chocalhos que eles fizeram.




Lá na quadra colocamos o som com a canção Tutu tupi e dançamos várias vezes com as crianças em roda seguindo a voluntária. Assim que acabava, pediam para dançar de novo.



Após as danças e cantorias, as cozinheiras no Centro São José e as moças da panificação fizeram ‘coisas de índio’, tapioca, mandioca cozida, milho cozido e pamonha. Uma delícia! Meninas da cozinha - VALEU!


Sabemos que vocês devem ter se atrasado com o almoço por nossa causa. Mas as crianças amaram e provavelmente não comeram nada na hora do almoço. Uma vez pode, não é?



 


Como a música ficou tocando repetidamente, percebemos que depois de se empanturrarem com os quitutes, algumas crianças começaram a dançar sozinhas a coreografia e pouco a pouco outras foram se juntando e nós voluntárias ficamos só olhando com aquele ar de orgulho e alegria.







Foi um grande sucesso que se repetiu no período da tarde!

Foi um encerramento que fechou com chave de ouro as atividades do primeiro semestre.

terça-feira, 18 de junho de 2013


 

Últimos preparativos para a festa do índio próxima terça.
Fizemos cocares com as crianças. Deixamos a disposição vários nomes indígenas com os seus significados para escolherem em pintarem em seus cocares.
Vejam alguns deles e até a festa, afinal aqui no Centro São José, todo dia é dia de índio.





terça-feira, 11 de junho de 2013

Pintura de rosto



Como preparação para a festa do índio, fizemos modelos de pintura de rosto.

Entregamos o caderno de desenho e um molde de rosto para as crianças copiarem e treinarem pinturas indígenas.

A ideia é que escolham uma pintura para pintarem em seus próprios rostos no dia da festa.

Deixamos uns modelos de índios pintados que tiramos da internet para eles se inspirarem.

Realmente se inspiraram. Vejam só.

 
 
 
  
  






                   




 

                    



 



                      


 




quarta-feira, 29 de maio de 2013


Um pouco sobre o grupo de voluntárias Encontros.

 

 

Por que “encontros”? 

Foram vários encontros felizes.  

O primeiro foi entre nós mesmas, vizinhas de um bairro bastante particular. A Riviera encontra-se na periferia sul de São Paulo, é uma península verde na represa de Guarapiranga, porém rodeada de bairros pobres e carentes.

 
 
O segundo encontro, foi o nosso com a realidade e carências da periferia.
 

 
 
 
O terceiro foi o fato de o Centro São José, uma das ONGs da “Santos Mártires” se instalar bem aqui na Riviera. Assim surgiu a oportunidade próxima de nossas casas.

 



A partir de 2003 começaram os encontros com as crianças e com os educadores. Aos poucos fomos encontrando as sinergias entre os objetivos das voluntárias do grupo, da ONG e da associação de bairro e após tantos encontros, as parcerias só fizeram crescer.

Alguns depoimentos das voluntárias:
 

- “Senti a necessidade de compartilhar, de me dedicar a outras pessoas.”
 

- “Queria conhecer as crianças, seus problemas, trazer algo diferente para a vida delas.”
 

- “Acredito que estamos fazendo alguma diferença na vida dessas crianças, que conseguimos transmitir algum conhecimento, mostrando coisas novas e bonitas, mudando as suas referências e ampliando o seu repertório.”
 

- “Penso que conseguimos estabelecer uma relação forte com as crianças.”
 

- “Faz muito bem pro meu coração.”
 

- “É uma troca que está enriquecendo a vida das crianças e a nossa igualmente.”
 

- “Eu me sinto fazendo parte da comunidade, dos problemas, embora não possamos fazer muito pelas famílias, sinto-me um membro de uma grande família!”
 

- “O que me motiva? O carinho e a receptividade das crianças, dos educadores do CJ e a amizade sólida que encontrei em nosso grupo.”
 

- “Penso que estou mais alegre, mais criativa, mais compreensiva, mais descontraída e estou aprendendo muitas coisas novas.”
 

- “Considero o trabalho voluntário como uma doação de tempo, empenho e dedicação a uma causa. Vendo a realidade de nossa vizinhança, quis tentar fazer algo de útil.”
 

- “Nosso próprio horizonte se transforma, dando e recebendo, enriquecemos a alma.”
 

- “Com a virada que minha vida deu nos últimos anos, o voluntariado e o contato, principalmente com as crianças, permitiram que eu continuasse em frente.”

 
- “O contraste entre o conforto e o carinho que proporcionei aos meus filhos e o que via todos os dias nas ruas martelava a minha cabeça: Eu tenho que fazer alguma coisa, eu acho que posso fazer alguma coisa. E o momento chegou.”

 
- “Gosto de dar carinho, atenção, mostrar um mundo de possibilidades, cores, brincadeiras e valores.”
 

- “É um aprendizado contínuo. Exercitamos o ouvir e descobrimos a melhor maneira de atuar.”

 
- “É uma alegria compartilhar experiências com outras pessoas dispostas a dar carinho e amizade.”

 
- “Conhecimento e carinho acumulados não servem para nada nem para ninguém se não forem compartilhados.”
 

- “Cada pequena manifestação das crianças, mostrando que aprenderam algo de bom ou útil conosco é a maior recompensa que recebemos como retorno deste trabalho.”

Hoje começamos a ensaiar a canção Tu Tu Tu Tupi de Hélio Ziskind

Primeiro pedimos para as crianças se sentarem no chão e fecharem os olhos. Desafiamos a todos a ficarem até o final da canção com os olhos fechados. Algumas crianças sentaram-se em posição de meditação.
 

Foi uma delícia observar as carinhas deles com os olhos fechados, alguns riam, outros pareciam estar concentrados e outros se agitavam ao ritmo da melodia. Quando terminou perguntamos o que pensaram. Alguns visualizaram índios enfileirados, ou dançando ou ainda usando chocalhos, alguns disseram que ficaram vendo imagens das palavras que eram cantadas: maracujá, sagui, pipoca, etc.



 

 
 
 
 
Na segunda vez, deixamos livre para eles ouvirem ou até cantarolarem, mas alertamos para prestarem bem atenção às palavras de origem indígena, pois iríamos fazer um jogo.

 
 
 
 
 
 
 
 
No jogo, todos ficavam em pé em roda e íamos cantando palavras, se pertencessem a canção, deveriam agachar, caso contrário, ficar de pé. Quando errassem deveriam ir para o centro da roda e se acertassem, permanecer ou voltar para a roda. Deixamos a cargo de cada um decidir por si mesmo se havia errado ou não. Cada qual deveria se preocupar só consigo mesmo. Foi legal, vários tiveram que resistir a tentação de apontar o erro do outro e aos poucos cada um ia e voltava sozinho, admitindo seus erros. Todos se divertiram muito.

Antes de cantarmos juntos a canção, a Ingrid Wahnfried fez umas respirações e uns aquecimentos vocais, eles curtiram e foram se afinando.

A canção é contagiante, cantamos propondo umas coreografias simples. Quiseram repetir várias vezes.  O prazer das crianças cantando é muito grande, algumas crianças querem comprar o disco ou fazer cópias.

Vamos continuar semana que vem, tentando decorar as partes mais difíceis.

Recomendo a canção!